Boa pinta
Pinta e borda
Borda recheada tem a pizza
Pizza é como acaba a politicagem
Politicagem não é privilégio de Brasília. Está além dos seus muros
Muros de Berlim, que por força de picaretas, martelo e vontade popular, vieram a abaixo
Abaixo da linha da pobreza vivem, neste país, milhões de cidadãos
Cidadãos votam; depois do voto, lhes é dado veto e fome.

Fome passa o povo obeso; o mesmo povo tem cárie e nem por isso deixa de rir.
Rir é terapia. Alivia as dores da alma. Eu, além do riso, trato a minha com escritos
Escritos onde Anseio, Bordo, Confidencio, Devoro, Extravaso, Finjo, Grito, Histerizo, Idealizo, Jogo, Lamento, Metabolizo, Navego, Orquestro, Pinto, Quantifico, Relaxo, Sonho, Teimo, Ultrajo, Vivencio, Xingo e por fim ZERO as dores e tiro

de letra minhas neuras.

 

"Não discuta com idiotas. Eles te levam até o nível deles e te vencem por serem experientes."
(Anônimo)

"Ninguém vale nada enquanto não foi amado."
(Tennesse Williams)

"A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau."
(Mark Twain)

"O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo."

(Clarice Lispector)

"Não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos."
(Anais Nin)

"Não espere esperando, espere vivendo."
(Enrique Agilda)

"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."
(Oscar Wilde)

"Tudo o que somos é resultado do que pensamos."
(Buda)

"A felicidade consiste em continuar desejando o que se possui."

(Santo Agostinho)

"A arte vence a monotonia das coisas, assim como a esperança vence a monotonia dos dias."
(Gilbert Keith Chesterton)

  Hoje também é o niver do meu lindo filho,fez 17 aninhos,quem diria heim!!

Te

Amo Filhote!!

 

                            

 

 

 

Dos nós

Tem jeito não. Em alguns aspectos a vida é tão complexa que o esforço para tentar explicar ou compreender não vale a paga do que se conseguiria com isso. Melhor largar de mão.

O triste é a tentação do assunto mal parado, não concluído, que parece um imã naquela direção. E parecemos cair sempre nas mesmas armadilhas. Só nos resta fazer o melhor possível, como sabemos e aprendemos até ali. Resta o consolo de que talvez na próxima oportunidade estaremos um tantinho mais experientes e robustos.

O difícil é manter longe a amargura, a resignação infrutífera, as conclusões equivocadas e o preconceito. Mas dói menos quando conseguimos introjetar o conceito de que algumas pessoas simplesmente se recusam a seguir adiante e que não há outra saída a não ser desviar delas.

E, de repente, para atiçar minha memória, alguém me sopra Quintana aos ouvidos:

 

 

Meu olhar

Meu olhar
é nem sempre
aliado, fiel ao fato.
Em razão de pre/conceitos
precipita-se
e com frequência
me afasta
da possibilidade de novos ângulos.
Meu olhar é - por vezes - um perverso sabotador.

De feliz; de felina ou felóideo (quando alguma ternura é necessária); de felsítica; de felugem; de felação (porque minha grande boca às vezes f. tudo); em tempos de paixões políticas, de felonia; da sua felpa ou não...

 

 

 

silêncio, desfaz-se..."
... no silêncio a palavra faz-se alma.
... quando falo,
ocupo espaços,
finjo domínios,
silencio pessoas: as que me ouvem quando calo; as que importa-me que (me) falem.
Do que falo,
pouco
- de fato - importa.
Há, atrás da porta - na sala secreta - palavras que dormem. As que fazem sentido, desconfio.
Procuro alg(o)uém me dê acesso à sala: uma chave, um chaveiro, um grampo de cabelo, um camelo...
Calada, falo pelos cotovelos e permito-me-lhe
livre interpretação.
Impondo-me menos
eis-me descida do salto
e mais baixa
sou mais reflexiva
e quando me dirijo olhares
é porque estou mais flexível: tanto olho para o alto, quanto me curvo.
Quem se curva, tem a chance de olhar, antes, o próprio umbigo.
Heresia! Narciso se fartaria neste tão humilde gesto. Eu, olho meu umbigo com culpa. Aprendi que vaidade é pecado. Meu umbigo é lindo. Perdão!
Ando cansada - talvez - de pisar em calos alheios
e dizer bobagens,
por isso calo.
Calada deixo de meter o bedelho onde não sou chamada
e me meto - de quatro - em cantos obscuros
à procura das palavra certas,
àquelas que
- mesmo em silêncio -
mostrar-se-me-ão reveladoras: chave ou chaveiro, grampo ou camelo.

 

 

O espelho não mente.

O espelho não mente. Reflete.
Os olhos não mentem. Captam.
Mente o olhar. Quando distorce...

O

Não nasci flor.

Não nasci flor, nem fui criada em jardim.
Não me empresto a enfeitar, nem como favor. Por falta de talento, não
de vontade. Satisfizesse essa vontade, seria caricata. Não há outro resultado possível para esta equação.
Tampouco sou só espinho. Fui criada a campo, feito bicho solto.
... sou tosca, rude,
de busto ralo,
caule grosso
robustez e humores
que oscilam
à incidência
das intempéries
e dos amores.
Não me gusta o frio em excesso.
Calor em demasia me cansa.
Chuva fria, cai bem em versos. Dai-me um abrigo de zinco e um leito. Deito e durmo embalada pelo barulho dela.
Da alfabetização sobrou-me obsessivo amor por crases e vírgulas.
Se há numa frase
o menor índício de que alguma crase se fará necessária, tasco-lhe logo
duas,
ou mais. Que gracinha são meus "as", todos de grampo nos cabelos.
Minhas frases esbarram em vírgulas, que lhes obriga à pausa, seja
esta adequada ou não.
Nisso, acho que não me corrijo, nem com curso, nem com regras. Tento,
mas o amor-obsessão sempre fala mais alto. Na falta de discernimento, melhor não julgar a questão.
Sou também um tanto bicho do mato
tanto mato,
quanto morro. Às vezes me horrorizo com minha falta de tato.
Não pise nos meus calos, minhas garras são afiadas e com elas à mostra,
não há carinho que me faça abanar o rabo. Só não "lato" como mordo. Engulo, cuspo ou vomito.
Por educação, sou gente. Obrigada e por favor fazem parte no
meu vocabulário, que vai além - os que revelam de verdade o limite do
meu juízo - e que a poucos interessa.
Na minha pressa sou presa fácil.
Desatenta, esqueço semáforos.
Custa-me manter razoável distância e por isso, atropelo, mais do que sou atropelada.
Me atrapalho com os sentimentos, com as palavras ditas.
A oportunidade de ficar calada, só percebo depois que a perdi.
Aí é tarde: caguei pela boca!
Morro de amores com o que me comove. Comoção fácil é coisa que me
ocorre em horas impróprias, justamente quando preciso parecer durona.
Eu sei que conviver comigo não é fácil. Por mais que eu ajuste o chute, há
sempre uma bola fora, um gol contra, um grito indignado e um dedo apontado,
nem sempre destinado ao adversário.
... por isso, havendo no time quem queira férias de mim, compreendo.
Não raro este é também o meu desejo.
Paciência, é o que peço.
Amor é minha promessa.

 

Acordo Pela Manhã

Acordo pela manhã
com a marcha reduzida
e lenta de sono.
Na cara um sorriso empacado
que não emplaca e nem convence.
Meu "bom dia",
na primeira hora,
assemelha-se mais a um "quero cama".

Meu gás
só dá o ar da sua graça
quando o sono se esvai,
a Fenix cai da cama
e ressurge,
acordada,
com um galo na cabeça
e de bem com a vida.
Aí começa meu dia
e meu sorriso
adquire ares de "tô pronta pra vida, preparem-se que vai ter festa

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